sexta-feira, 22 de julho de 2011

POSOPERATÓRIO IMEDIATO DE ANEL CORNEANO

Paciente de 22 anos submetido à cirurgia de anel corneano há 2 dias devido ceratocone avançado e intolerante a lente de contato rígida. Esta foto foi obtida na primeira meia hora após a cirurgia. As marcações em violeta são realizadas durante a cirurgia para marcar o trajeto do segmento.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

CIRURGIA REFRATIVA A LASER NA HIPERMETROPIA COM PRESBIOPIA

 A hipermetropia é uma condição que leva o paciente de vista cansada( présbita) – aquele de 40 anos ou mais – a situações em que ele não consegue enxergar longe ou perto sem óculos. É quase impossível ficar sem óculos em quase todas as atividades durante o dia.       
            A cirurgia refrativa a laser ( LASIK) para o hipermetrope présbita propõe uma independência de óculos, permitindo uma boa visão para longe e perto sem óculos.
            Trabalharemos a dominância. A maioria das pessoas tem um olho dominante, ou seja, um olho que inconscientemente o cérebro favorece a visão. Dessa forma, aproveitamos este fato e, quando da correção,  deixamos o olho dominante com visão corrigida para longe e o olho não dominante é deixado com visão corrigida para perto. Os olhos trabalham juntos produzindo binocularidade e visão satisfatória para longe e perto. É possível sair à noite sem óculos e ainda ler um cardápio, por exemplo. Em algumas situações poderá ser necessário o uso de óculos para detalhes, como no caso de leituras prolongadas.
            Após a cirurgia, a maioria das pessoas se sente totalmente adaptada à nova situação. Outras pessoas podem levar um tempo maior de até 3 meses para se adaptar. Vale ressaltar que a monovisão ( báscula) induzida pelo Laser produz uma experiência visual mais confortável que a produzida por lentes de contato dado as características da moldagem que o Laser produz na córnea.

            Tomemos como exemplo uma cliente minha de 60 anos, sem catarata, que usava 2.00(dois) graus de hipermetropia em ambos os olhos para enxergar longe. Ela ainda precisava de mais 3 graus na porção inferior do óculos multifocal para enxergar perto. No total ela precisava de 5(cinco) graus para fazer uma leitura e a sua visão para longe sem óculos era desagradável pois não reconhecia as pessoas.
            Foi proposto a correção a Laser ( LASIK). Foi submetida à cirurgia há 15 dias. Hoje apresenta acuidade visual com ambos os olhos que a permite sair à noite sem necessitar de óculos, dirigir durante o dia confortavelmente, ver a tela do aparelho celular, ler revistas  e um cardápio em um restaurante.

NÃO QUERO USAR ÓCULOS APÓS MINHA CIRURGIA DE CATARATA

 À medida que envelhecemos, o cristalino ( lente natural de nossos olhos), vai enrijecendo e perdendo sua flexibilidade.  Os micromúsculos existentes dentro do olho não são mais capazes de mudar a forma do cristalino, que passa a não mais acomodar e perdemos a capacidade de ver de perto. Surge, então, a necessidade de óculos para leitura. Associada à necessidade de óculos para perto, mais tardiamente surgirá a catarata.



            A idade média em que surge a catarata, na nossa região, gira em torno de 60 anos. Algumas pessoas nunca terão uma catarata significativa que mereça cirurgia. Posso citar a minha avó que chegou aos 86 anos sem catarata. Outras terão catarata muito cedo. O aparecimento da catarata leva à baixa da acuidade visual e perda da qualidade de visão. Neste momento a cirurgia se impõe. A realização da cirurgia implica no implante de uma lente(LIO) para substituição de nossa lente natural, o cristalino. Nesse momento, aproveitamos o implante para corrigir o vício refracional, ou seja, o grau do paciente. 
              

            Muitos pacientes perguntam se o implante da lente é obrigatório. A verdade é que se não implantarmos lente alguma, o paciente ficará com um grau de óculos de aproximadamente 12(doze). Isto acontece porque o cristalino, por ser uma lente, tem poder refrativo, ou seja, graus.
            Hoje em dia, temos necessidades e exigências visuais cada vez maiores e, muitas vezes, aos 60 anos estamos em plena vida produtiva, usando microcomputador, assistindo a filmes, dirigindo, praticando esportes, etc. Em face disso, muitas vezes meu cliente, que tem catarata, deseja com a cirurgia, diminuir a dependência de óculos, usando o mínimo possível durante o dia.
            Temos basicamente duas opções para satisfazer essa necessidade de independência  na realização da cirurgia de catarata e implante de lente intra-ocular. A primeira, através do uso da dominância dos olhos usando lentes monofocais. A segunda, através do implante de lentes multifocais.
            A maioria das pessoaspossui um olho dominante, ou seja, um olho que inconscientemente favorece a visão. Dessa forma, aproveitamos este fato e, usando lentes intra-oculares monofocais deixamos o olho dominante com visão corrigida para longe e o olho não dominante é deixado com visão corrigida para perto. Os olhos trabalham juntos produzindo binocularidade e visão satisfatória para longe e perto. Chamamos esta técnica de báscula. É possível sair à noite sem óculos e ainda ler um cardápio, por exemplo. Em algumas situações poderá ser necessário o uso de óculos para detalhes.
            A segunda opção de correção se dá através de lentes intraoculares(LIO) bifocais. Essa lentes permitem visão de longe e perto em ambos os olhos. Vale ressaltar que a experiência visual com estas lentes é mais confortável que com óculos multifocais e bifocais. Proporcionam visão nítida para perto e longe sem prejuízo de visão noturna. Dispensam os óculos na maioria dos casos.

terça-feira, 14 de junho de 2011

ANTIOXIDANTES E DISTROFIA CORNEANA DE FUCHS

O Estresse oxidativo, ou seja, os danos causados ​​por espécies reativas de oxigênio(moléculas que têm sido associados com o envelhecimento da população) está envolvido na morte de células endoteliais, que é a característica marcante da distrofia corneana endotelial de Fuchs (DCEF), de acordo com investigadores na Schepens Eye Research Institute, em Boston. 
            O pesquisadores compararam células endoteliais normais da córnea de cadáveres com os respectivos espécimes obtidos de pacientes submetidos à cirurgia de transplante de córnea para o tratamento de DCEF. Os pesquisadores descobriram que há muitas mudanças nas células endoteliais de pacientes DCEF que estão relacionados ao estresse oxidativo crônico.
            Como as células endoteliais da córnea morrem gradualmente, guttae (depósitos de proteínas) se acumulam entre as células, fazendo com que a córnea edemacie e torne-se opaca. Os pacientes em estágios avançados da DCEF muitas vezes necessitam de transplante de córnea, o que levou à busca de soluções alternativas. Enquanto ainda buscam o alvo do tratamento ideal, esses resultados abrem uma enorme área para investigação. Se forem encontradas as moléculas específicas para bloquear os efeitos das espécies reativas de oxigênio, será possível, eventualmente, evitar a perda dessas células em casos iniciais de DECF antes que um transplante de córnea seja necessário.
            Até que esses anti-oxidantes precisos para neutralizar ou reparar os danos causados pelo estresse oxidativo sejam encontrados, os pesquisadores aconselham que os doentes, especialmente aqueles que estão nos estágios iniciais da distrofia ou que têm história familiar, usem óculos de proteção UV, tomem multivitaminas em dose recomendada por médico e comam muitos vegetais verdes folhosos. Os fumantes devem reduzir ou parar o fumo.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

CROSSLINKING DE COLÁGENO DA CÓRNEA ( CXL ) PARA CERATOCONE



            O Crosslinking de colágeno da córnea ( CXL ) é uma terapia adjuvante no tratamento do ceratocone. O CXL trabalha aumentando as ligações cruzadas de colágeno, que funcionam como “âncoras” naturais no interior da córnea. Essas ligações evitam que a córnea se abaule, tornando-se mais curva e irregular.
            Durante o tratamento, gotas de riboflavina são aplicadas sobre a córnea, em seguida, ativadas pela luz ultravioleta em comprimento de onda específico. Este procedimento  aumenta a quantidade de ligações cruzadas do colágeno na córnea fortalecendo-a e enrijecendo-a.
            O CXL foi desenvolvido pela Universidade de Dresden, Alemanha, na década de 1990, e tem mostrado que pode lentificar ou interromper a evolução do ceratocone.
            O CXL não é uma cura para o ceratocone. O objetivo deste tratamento é o de deter a progressão do ceratocone, e assim, evitar uma maior deterioração da visão e a necessidade de transplante de córnea. Óculos ou lentes de contato ainda serão necessários após o tratamento do cross-linking. 
               A principal característica do ceratocone é o afinamento corneano e o conseqüente aumento da sua elasticidade. O CXL enrijece a córnea, reduz a curvatura corneana e aumenta  a quantidade de visão. Terapias adjuvantes podem ser associadas e ser necessárias como o ANEL CORNEANO( “INTACTS”). O anel corneano vem regularizar a superfície anterior da córnea somando-se ao efeito induzido pelo CXL.

            O objetivo do tratamento do ceratocone é deter a evolução do mesmo, tornar a córnea mais regular com diminuição do cone e melhora da qualidade de visão , conseqüentemente, com ganho de qualidade de vida. 
             O advento destas novas terapias para o ceratocone tem evitado que muitos pacientes vão  para a fila de transplante de córnea e tem permitido uma reabilitação visual mais rápida menos invasiva e com menor risco.
       
                                                                                                            

quinta-feira, 26 de maio de 2011

CASO DA SEMANA - ANEL CORNEANO ("ANEL DE FERRARA")

Paciente de 32 anos submeteu-se a cirurgia para implante de ANEL CORNEANO  devido a CERATOCONE avançado e intolerância à lente de contato rígida. Apresentava acuidade visual corrigida de 20/60 em ambos os olhos. Refração prévia à cirurgia era: Olho direito = -7.50 -5.00 x 25 e Olho Esquerdo = -5.75 -4.25 x 35. Com 6 meses de pós-operatório, apresenta acuidade visual corrigida (óculos) de 20/25 parcial em ambos os olhos, ou seja, ganho de 4 linhas de visão. Refração atual: OD = -5.50 -2.50 x 35 e OE= -4.50 -1.50 x 140. Observa-se diminuição importante do astigmatismo e, como era de se esperar, melhora da qualidade visual com diminuição do ofuscamento, visão dupla e borrada. Consideramos que houve uma efetiva e satisfatória melhoria da visão da paciente resultando numa melhor qualidade de vida, inclusive em sua autoestima.

domingo, 1 de maio de 2011

ORIENTAÇÕES PARA O PÓS OPERATÓRIO DE CATARATA



            Você acabou de submeter-se a uma facectomia por facoemulsificação com a mais moderna tecnologia disponível no mundo para retirada da catarata;

            Hoje você poderá sentir um pouco de desconforto e até uma leve dor, alguma vermelhidão;

            A visão deverá estar ainda um pouco turva devido ao processo cirúrgico e dado o fato que a lente intra-ocular dobrável vai se acomodando de forma definitiva no seu olho.

            Poderá haver sintomas como ofuscamento, visão de reflexos luminosos, percepção das imagens algo azuladas ou rosadas que desaparecerão nos primeiros dias.

            A partir de amanhã todos os sintomas deverão ceder e a visão vai se tornando cada vez mais nítida.

            È importante que os colírios sejam pingados rigorosamente respeitando o intervalo de 10 minutos entre os colírios. Os colírios têm período de uso diferentes variando de 15 a 30 dias.

            É proibido tomar banho de imersão ( piscina, mar, banheira, açude. etc) nos primeiros 30 dias.

            É permitido tomar banho de chuveiro, evitando que a água corra sobre os olhos nos primeiros sete dias. Neste intervalo, o rosto deve ser lavado com cuidando para não entrar água ou sabão nos olhos.

            É permitido assistir TV, ler, usar microcomputador no dia seguinte à cirurgia de acordo com seu conforto e capacidade visual.

            A alimentação deverá ser leve no primeiro dia da cirurgia. No dia seguinte alimentar-se normalmente. Evitar alimentos que sabidamente lhe causam mal ( reações inflamatórias, alergia, etc)

Com os votos do melhor resultado.


DR.ALEXANDRE TELES HOLANDA
CRM 6894

quinta-feira, 28 de abril de 2011

ENTENDENDO A PRESCRIÇÃO DOS MEUS ÓCULOS



                Você acabou de deixar o consultório do oftalmologista com a receita de seus óculos na mão. No entanto, aquelas informações presentes naquele papel, muitas vezes, parecem indecifráveis. Será que você tem miopia, hipermetropia, astigmatismo, presbiopia!?
                Os termos e expressões usados na linguagem óptica são geralmente difíceis de ser interpretados por quem não é especialista no assunto.
                Tomando a imagem da receita em anexo, a primeira coluna à esquerda identifica olho direito(OD) e olho esquerdo (OE), e as colunas à direita identificam o grau necessário para corrigir a visão de cada um dos olhos.
                A coluna com a abreviação “ESF” refere-se a esférico, que se relaciona aos graus de miopia, quando acompanhado de sinal negativo, e hipermetropia, quando o sinal é positivo. O míope ( sempre sinal negativo)  refere-se a dificuldade para longe. O hipermetrope ( sinal positivo) apresenta dificuldade para perto nos graus mais baixos e dificuldade longe e perto nos graus mais altos.
                Na receita em anexo, o olho direito é hipermetrope de 1.00 grau( ou dioptria) e olho esquerdo é míope de 0.75 graus ( ou dioptrias).
                A terceira coluna com cabeçalho “CIL”, refere-se ao cilindro, ou astigmatismo. Nesta receita, o olho direito tem astigmatismo de 0.50 dioptrias e o olho esquerdo tem 0.25. A quarta coluna refere-se ao eixo do astigmatismo, a orientação. No caso em questão, o astigmatismo não permite a visão com clareza entre as linhas horizontais e verticais, confunde o “T” com o “F”, por exemplo. O astigmatismo é corrigido com lentes cilíndricas e a espessura muda conforme o grau e sua orientação.
                As lentes corretivas da miopia são mais espessas na periferia (lentes côncavas)e mais finas no centro. As lentes corretivas da hipermetropia são mais espessas no centro ( lentes convexas) e mais finas nas bordas.
                O astigmatismo pode vir associado à miopia ou à hipermetropia. A miopia e a hipermetropia não podem conviver no mesmo olho. Entre os olhos, pode haver diferença de graus, a simetria não é obrigatória.
                O último componente a ser considerado é o grau para perto ou adição que refere-se ao grau utilizado para leitura, necessário quando já existe a presbiopia ou “vista cansada” que é aquela dificuldade que surge para a visão de perto por volta dos 40 anos de idade. Na receita em questão vem a notação “ adição” , que é o grau que deve ser somado para que se possa enxergar perto. No caso dos progressivos/ multifocais, este grau será colocado na porção inferior da lente.
                Esperamos que este texto contribua para melhor adaptação e uso dos óculos.
               

                

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